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O Homem Ressurgido por Bartolomeu Fo Dias

O Homem Ressurgido por Bartolomeu Fo Dias

Bartolomeu Fo Dias - A origem. O nascimento do mito.

por Bartolomeu Fo Dias, em 03.02.17

Num belo dia dos gloriosos, mas bastante amaricados, anos 80, encontrava-me eu posto em sossego num banco de liceu, folheando uma colecção de Ginas que enfiei dentro de uma capa de um livro daquele comedor de pasta chamado Dario Fo, quando um colega de turma me veio falar da Esperança.

Disse-me o infeliz adolescente que a Esperança era uma boazona benzoca a quem nunca qualquer daqueles repugnantes repositórios de acne houvera, sequer, tocado mais de dois segundos em zona anódina, quanto mais em zona erógena.

Importa, ao momento, clarificar aqui dois pontos sobejamente relevantes:

(i) nos anos 80 o apalpão de mamas, cús e conas era algo de comum. Fazia-se. Era bom e fazia-se e é só isso que importa;

(ii) pergunta agora, sei-o, o idiótico leitor, com aqueles laivos de superioridade labrega e empáfia abichanada, porque julga haver descoberto a careca ao Ilustre escriba, “então mas este é tão bom e ainda não havia reparado na Esperança?” Desiluda-se, infeliz bichano que procura solidariedade! Não só já havia reparado, como, evidentemente, tinha inclusivamente lubrificado o cilindro pneumático no bujão da dita! Apenas não sabia o nome da criatura, que isso é coisa de somenos, claro está.

Perante tal demonstração de impotente paneleirice do imberbe colega, entendi por bem elucidá-lo sobre a virtude do adolescente, à altura, moderno. Peguei no livro do Fo e disse ao lastimoso choramingas para estar atento ao balneário feminino durante o intervalo grande.

Desta feita, no dito recreio, convidei a Esperança (mal a tratei pelo nome, uma enorme mancha de humidade genital ficou visível nas calças que trajava) para uma visita guiada ao balneário. Aí chegados, virei-a de costas para mim, dobrei-a sobre uma mesa e o lobo que em mim vai residindo deleitou-a numa canzana homérica, que, sei-o bem ainda hoje, poderia ter ensinado alguma coisa àqueles tipinhos que fodiam assepticamente para a, ainda assim, bendita Gina. E ao Dario Fo, paneleirote cuja capa de livro nos contemplava surpreendida e assaz excitada.

Para o lastimoso coleguinha e demais comparsas que logrou arregimentar para esta sua aventura voyeurística, foi dia de glória punheteira! Aliás, nenhum deles dormiu nas semanas seguintes, em sôfregas, mas quiça compreensíveis, afanosas sessões de esfreganço das pilinhas.

Quanto a mim, desde então e durante alguns anos, por ter sido o primeiro a dobrar a Esperança, assim lhe escancarando o Bojador, com (supostamente) um livro do Dario Fo ao lado, fiquei conhecido como Bartolomeu Fo Dias.

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